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Desenvolvimento e brinquedos

O que pode e o que não deve ser usado



Importância dos primeiros anos


Os primeiros três anos são muito importantes para o desenvolvimento do ser humano. O bebê depende de alguém para sair do lugar, ser alimentado, limpo, ninado. Não que ele não tenha vontades, mas no início, só consegue se manifestar pelo choro. Com o passar do tempo ele vai adquirir muito do controle corporal, até andar sozinho, podendo se locomover por conta própria. Aprende a falar, manifestando suas vontades, necessidades e sensações. A partir daí, começa a pensar, articular e interagir, ativamente, com o mundo.

Talvez, por isso, haja tanta preocupação, atenção dos pais e cuidadores em como ajudar e estimular nessa fase.

Seguem algumas dicas importantes:


1) Menos é mais

Excessos de estímulos fazem mal. Hoje, encontramos muitas e muitas sugestões de brinquedos, vídeos, exercícios, atividades. Precisamos aprender a dosar. Mesmo que pareça próprio para a idade, precisamos levar em conta o desenvolvimento da criança também. Luzes, sons, cheiros, movimentos, tudo ao mesmo tempo pode deixar a criança mais agitada, ansiosa, até agressiva, além de não absorver e colocar atenção no que é necessário. Brinquedos em excesso ou muitos brinquedos ao mesmo tempo fazem que a criança não aprenda a se concentrar, como montar quebra-cabeça ou ler um livro com a TV ligada. A imagem de um desenho animado é feita de uma grande somatória de quadros e informações por trás. Por isso, a orientação é fazer uma atividade de cada vez e alterna-la com outras de objetivos diferentes. Por exemplo, uma de concentração como quebra-cabeça alternada com uma motora, como correr, escalar. Fazer uma atividade por dia traz resultados melhores e mais duradouros do que muitas no mesmo dia.


2) Não acelere

Alcançar um objeto, segurar, manusear e explorar, sentar, engatinhar, andar, falar. A conquista de cada etapa do desenvolvimento tem por trás o controle e domínio de um movimento do corpo para chegar à ação. E cada um deles são necessários para que a criança consiga chegar a etapa seguinte. Esse processo não deve ser acelerado e a criança não deve ser estimulada para uma etapa sem a anterior ter sido plenamente adquirida. Ou seja, não estimule a criança a andar, se ela mal consegue ficar de pé sozinha. Isto serve para qualquer etapa do desenvolvimento. Ofereça estímulos próprios para cada fase. No caso de atraso de alguma fase, busque ajuda profissional.


3) Sobre andadores e afins

Brinquedos e objetos, que fazem a criança ficar numa posição, antes que ela fique por si, não devem ser usados, exceto por recomendação terapêutica. São eles: andador, jumper, centro de atividades, bumbo e poltrona senta-neném entre tantos outros que aparecem a cada dia. Por exemplo, para a criança conseguir sentar, ela precisa aprender a sustentar o tronco. Quando ele desequilibra para frente, para trás ou para os lados, ela aprende a usar as mãos para não cair, como reação de defesa. Num momento seguinte, aprenderá a trazer de volta o tronco ao centro de gravidade e, após muitas tentativas, conseguirá ficar sentada sem apoio. Se ela fica, frequentemente, num desses objetos que não permite que tombe, ela não vai passar por esse aprendizado, podendo atrasar o sentar ou atrapalhar em uma etapa seguinte.

Atenção: Se o tronco não estiver firme, ela não deve ser colocada sentada. E isso serve para cada etapa do desenvolvimento.

Além disso, devemos lembrar sempre do risco de acidentes, principalmente, no caso dos andadores.


4) Brinquedos

Os brinquedos devem conter a idade recomendada e orientações de segurança na embalagem. Sempre teste, se realmente não têm partes que soltem ou que possam machucar. Brinquedos de pano, madeira, com texturas e que exijam da criança uma atitude ativa, são mais recomendados. Aqueles, que é só apertar um botão e fazem tudo, não ajudam no desenvolvimento.

Apesar da idade correta, muitas vezes a criança não se interessa por eles. Não se preocupe, brinque junto ou reapresente-o após um tempo. Se o desinteresse por atividades e brinquedos adequados for frequente, converse com seu pediatra.

Lembre-se de que menos é mais: muitos brinquedos com o mesmo objetivo não são necessários.


5) Transforme o ambiente em brincadeira

Com muitas coisas de casa, podemos criar atividades. Passar debaixo das cadeiras ou fazer zique-zague com elas pode ser um desafio interessante, assim como subir e descer de uma almofada baixa, no chão. Brincar de esconder objetos ou procurá-los com determinado tema (cor, material ou utilidade) pode preencher uma tarde inteira. Deixar a criança criar brinquedos, ou utilizá-los de maneira própria é muito importante. Participar das atividades da casa, para ela também pode ser brincadeira, além de ajudar a desenvolver a coordenação e o senso de cooperação. A criança aprende quase tudo por imitação.

Use a criatividade, respeite a individualidade da criança e cada etapa do seu desenvolvimento. Movimentos e atitudes desenvolvem muito mais que atividades passivas.


 
 
 

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